Deambulando por passeios estreitos
Passeios de calçada abatida desgastada consumida
Casas avelhentadas de estores de metal enferrujado
Candeeiros de verde desmaiado dependurados
Varandas e varandins atijolados partidos emparelhados
Velhas mantas estendidas dançam ao ritmo do vento
Pequenos Raios de sol trespassam uma pequena vidraça partida
Iluminando e aquecendo um rosto de uma doce velhinha
Sentada num pequeno canapé estofado arruçado e gasto
Exercitava as suas delicadas mãos com uma agulha de barbela
Fazendo nascer uma quadricula desarticulada e bela
Uma grafonola libertava seus suspiros de bourree de Bach
Toda a vizinhança se deliciava sonhava suspirava
Sons maravilhosos ecoavam por toda a parte
Os carvalhos que sombreavam dançavam embalados
Deambulava naquele pequeno pedaço de paraíso
Pequenos saltavam em redor sempre em festa
Que belo pedaço de paraíso pequeno
Paraíso uno paraíso paradísico
Saúdam-se os transeuntes
Tudo é belo tudo é afectuoso
Tudo é ameno aprazível encantador brando
Tudo é o que é
Tudo é genuíno
Tudo é Puro
Tudo és Tu
Minha velha idosa minha cidade minha Lisboa
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Choro de Chorar

Choro de mágoa, tristeza e raiva
Choro de choro de chorar
Choro seco, amargo e contido
Choro de desilusão
Choro de perca
Choro de mimo
Choro de caricias
Choro de choro do choro de chorar
Choro apenas de choro
Choro choro choro choro choro choro
Choro tanto choro
Choro dos chouros
Choro? Porque tanto se chora?
Chora-se porque sente
Chora-se porque se quer
Chora-se com vontade
Chora-se de necessidade
Chora-se de chorar porque se chorou
Chora-se porque apenas se chora
Chora-se chora-se chora-se chora-se
Chora-se tanto! Para quê tanto choro?
Chora-se apenas para não
Gritar, berrar, clamar, vociferar, bradar
Gemer, lastimar, lamentar, ressumar, transudar
Magoar, ofender, melindrar, afligir, contristar, penalizar.
Se Revoltar, sublevar-se, insurgir-se, opor-se, indignar-se
Chora-se, apenas chora-se
Apenas
Chora-se
Chora-se
Apenas
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Carta a um filho
Fecho os olhos, e vejo-te
Esse sorriso lindo inocente
Esses olhos brilhantes cheios de amor
As tuas palavras secretas cheias de sentido
O cheiro da tua pele, o quão macio ela é
O teu toque em meus dedos procurando segurança
O dormir em paz encostado a mim
Espero por ti sem pressas
A tua chegada será a minha maior felicidade
Já me fazes feliz, e serei ainda mais quando aqui chegares
Esse dia estará para breve e estarei aqui para te receber
Criar-te-ei com todas as minhas energias
Te ajudarei com todas as minhas forças
Agora e sempre de teu pai que te ama
Esse sorriso lindo inocente
Esses olhos brilhantes cheios de amor
As tuas palavras secretas cheias de sentido
O cheiro da tua pele, o quão macio ela é
O teu toque em meus dedos procurando segurança
O dormir em paz encostado a mim
Espero por ti sem pressas
A tua chegada será a minha maior felicidade
Já me fazes feliz, e serei ainda mais quando aqui chegares
Esse dia estará para breve e estarei aqui para te receber
Criar-te-ei com todas as minhas energias
Te ajudarei com todas as minhas forças
Agora e sempre de teu pai que te ama
sábado, 26 de maio de 2007
Sementes de medos Colheitas de Dôr
Iras constantes, gritos Ôcos
Sementes de medos, colheitas de dor
Crentes, devotos do desconhecido
Desafiadores do destino
Cobardes enfeitados de heróis
Putas escondidas em senhoras honradas
Desejos sombrios luxuria escaldante
Despojos de gente afagados em pedaços de trapos
Pedaços de vida apodrecem nas ruas
Gentes perdidas vagueiam sem destino
Ninguem lhes da uma mão
Uma mão pequenina que seja
Uma mão de ajuda um pequeno gesto de amor
Que sociedade guardada na obscuridade esta
Que gente seca fria caucolista e errada
Que miséria disfarçada de riqueza
Que riqueza a esconder uma pobreza medonha
Seres de nada seres vazios
Seres amargos, solitários
Seres feios porcos e maus
Convivas armados em gente linda
Carregados de tédio, mostrado-se felizes
Gente obscura gente de etiquetas nobres
Usando fraldas para defecarem a sua alma
São verdadeiro corcundas sim corcundas
As suas mentes são inchaços de lixo
São a verdadeira nogice de um povo fechado
Triste, cançado e cobarde
Aturam caprichos daqueles que desgovernão
São escravos de sí são escravos da dor
Libertem-se porra! Esse tempo deveria ter morrido
Não deveria ter sido maquilhado e bem disfarçado
Sim bem disfarçado, uma revolução disfarçada
Parte dela sim por meia duzia de energumes
Esconderam os seus abusos usando o povo
Povo que continua a sofrer
Derrama lágrimas de sangue
Rapidamente limpas porque parece mal
Povo amaldiçoado, povo de sofrimento
Caminhando sempre por um tapete de brasas
Luta insessantemente para ter algo
E alguém lhe tira rapidamente das mãos
Escravos do futuro, escravos do presente
São escravos como os do passado
A diferença está no fraque
Iras constantes, gritos Ôcos
Sementes de medos, colheitas de dor
Crentes, devotos do desconhecido
Desafiadores do destino
Cobardes enfeitados de herois
Putas escondidas em senhoras honradas
Sementes de medos, colheitas de dor
Crentes, devotos do desconhecido
Desafiadores do destino
Cobardes enfeitados de heróis
Putas escondidas em senhoras honradas
Desejos sombrios luxuria escaldante
Despojos de gente afagados em pedaços de trapos
Pedaços de vida apodrecem nas ruas
Gentes perdidas vagueiam sem destino
Ninguem lhes da uma mão
Uma mão pequenina que seja
Uma mão de ajuda um pequeno gesto de amor
Que sociedade guardada na obscuridade esta
Que gente seca fria caucolista e errada
Que miséria disfarçada de riqueza
Que riqueza a esconder uma pobreza medonha
Seres de nada seres vazios
Seres amargos, solitários
Seres feios porcos e maus
Convivas armados em gente linda
Carregados de tédio, mostrado-se felizes
Gente obscura gente de etiquetas nobres
Usando fraldas para defecarem a sua alma
São verdadeiro corcundas sim corcundas
As suas mentes são inchaços de lixo
São a verdadeira nogice de um povo fechado
Triste, cançado e cobarde
Aturam caprichos daqueles que desgovernão
São escravos de sí são escravos da dor
Libertem-se porra! Esse tempo deveria ter morrido
Não deveria ter sido maquilhado e bem disfarçado
Sim bem disfarçado, uma revolução disfarçada
Parte dela sim por meia duzia de energumes
Esconderam os seus abusos usando o povo
Povo que continua a sofrer
Derrama lágrimas de sangue
Rapidamente limpas porque parece mal
Povo amaldiçoado, povo de sofrimento
Caminhando sempre por um tapete de brasas
Luta insessantemente para ter algo
E alguém lhe tira rapidamente das mãos
Escravos do futuro, escravos do presente
São escravos como os do passado
A diferença está no fraque
Iras constantes, gritos Ôcos
Sementes de medos, colheitas de dor
Crentes, devotos do desconhecido
Desafiadores do destino
Cobardes enfeitados de herois
Putas escondidas em senhoras honradas
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Amores Perfeitos
Amanhecer meigo
Acordar silencioso
Caminhar levemente
Respirar alfazema
Toque de veludo
Sabor colorido
Melodia de Mel
Coração enamorado
Olhos de mar
Cantigas de embalar
Agua cristalina
Amores perfeitos
de flores Lilázes
Sonhos de cremesim
Lençóis de Cetim
Janelas de Mar
Telhados de Oceano
Orquídea selvagem
Água cristalina
Amores perfeitos
Flores Lialazes
Amanhecer meigo
Acordar silencioso
Caminhar levemente
Respirar alfazema
Toque de veludo
Sabor colorido
Melodia de Mel
Coração enamorado
Olhos de mar
Cantigas de embalar
Agua cristalina
Amores perfeitos
Flores Lilázes
Amores Perfeitos
Flores lilazes
Paixão deambulante
Coração ardente
Amores perfeitos
Amores quentes
Amores diferentes
Amores Amores
Tudo amores de sol
Amores de Luz
Amores de Cor
Amores
Amores de amores
Apenas Amor
Amor
A mor
Acordar silencioso
Caminhar levemente
Respirar alfazema
Toque de veludo
Sabor colorido
Melodia de Mel
Coração enamorado
Olhos de mar
Cantigas de embalar
Agua cristalina
Amores perfeitos
de flores Lilázes
Sonhos de cremesim
Lençóis de Cetim
Janelas de Mar
Telhados de Oceano
Orquídea selvagem
Água cristalina
Amores perfeitos
Flores Lialazes
Amanhecer meigo
Acordar silencioso
Caminhar levemente
Respirar alfazema
Toque de veludo
Sabor colorido
Melodia de Mel
Coração enamorado
Olhos de mar
Cantigas de embalar
Agua cristalina
Amores perfeitos
Flores Lilázes
Amores Perfeitos
Flores lilazes
Paixão deambulante
Coração ardente
Amores perfeitos
Amores quentes
Amores diferentes
Amores Amores
Tudo amores de sol
Amores de Luz
Amores de Cor
Amores
Amores de amores
Apenas Amor
Amor
A mor
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Vida
Revolta em mim
Raivas internas me invadem
Despojos de amor espalhados
Por toda a parte olho o fim
Um fim desenfreado e rápido
Escolho caminhos tortuosos
Passo a passo caminho para o abismo
Gritos de dor de mágoa
Ecoam nos meus ouvidos
Ò luz divina Ò céu de azul celeste
Porque não me acompanhas?
Porque carrego este fardo de escuridão?
São castigos punições ou apenas sentenças?
Tudo o que fiz está feito
Em nada me arrependo
Em nada me desfaço
Tenho o que procuro
Procuro o que não tenho
Estranhas contradições
Revoltas inúteis
Deixam-me atordoado
Deixam-me incapaz
Fico sem forças
Esperanças desvanecidas
Sonhos destruídos
Vidas perdidas
Amores passados
Sentimentos gastos
Vidas azedas recheadas de ódios doces
Para quê? Pergunto-me
Para nada de nada mesmo
Estou cheio de nada
Vazio de amor
Olho para trás e vejo à minha frente escuridão
Olho para frente e vejo o que deixei para trás
Uma vida. Uma vida inteira de coisas boas
Que delas fiz, coisas erradamente certas
lamentos, lamentos uma vida de lamentos
Para quê tantos lamentos, tanta angustia?
Hoje é um novo dia
O sol brilha e aquece o meu rosto
Hoje é um novo dia uma nova vida
Abrem-se novas portas
Brotam novas flores
As raízes tornam-se mais fortes
Nascem novos rios
Morrem ódios antigos
A vida é assim! Tudo faz parte
Tudo nasce bem à sua maneira
Tudo se transforma, tudo muda
Basta deseja-lo, basta querer-lo
Não somos a derrota nem derrotados
Somos a força da vitória
Os gritos de esperança
A natureza da glória
Guerreiros do presente
Deuses do passado
Somos apenas o que somos
Temos para tanto para dar
E nada damos, porque a vida é madrasta
A vida é madrasta! Digo aos sete ventos
Tão errado estou, sou eu a verdadeira madrasta da vida
Sou eu que faço o que a minha vida seja
E a vida não tem culpa
A vida é quatro letras apenas
Quatro letras que muito me diz
Quatro letras com milhões de frases e actos
Vida vida vida vida quatro palavras de quatro letras
Diz-me tanto tanto que me dá ganas e forças para VIVER
Raivas internas me invadem
Despojos de amor espalhados
Por toda a parte olho o fim
Um fim desenfreado e rápido
Escolho caminhos tortuosos
Passo a passo caminho para o abismo
Gritos de dor de mágoa
Ecoam nos meus ouvidos
Ò luz divina Ò céu de azul celeste
Porque não me acompanhas?
Porque carrego este fardo de escuridão?
São castigos punições ou apenas sentenças?
Tudo o que fiz está feito
Em nada me arrependo
Em nada me desfaço
Tenho o que procuro
Procuro o que não tenho
Estranhas contradições
Revoltas inúteis
Deixam-me atordoado
Deixam-me incapaz
Fico sem forças
Esperanças desvanecidas
Sonhos destruídos
Vidas perdidas
Amores passados
Sentimentos gastos
Vidas azedas recheadas de ódios doces
Para quê? Pergunto-me
Para nada de nada mesmo
Estou cheio de nada
Vazio de amor
Olho para trás e vejo à minha frente escuridão
Olho para frente e vejo o que deixei para trás
Uma vida. Uma vida inteira de coisas boas
Que delas fiz, coisas erradamente certas
lamentos, lamentos uma vida de lamentos
Para quê tantos lamentos, tanta angustia?
Hoje é um novo dia
O sol brilha e aquece o meu rosto
Hoje é um novo dia uma nova vida
Abrem-se novas portas
Brotam novas flores
As raízes tornam-se mais fortes
Nascem novos rios
Morrem ódios antigos
A vida é assim! Tudo faz parte
Tudo nasce bem à sua maneira
Tudo se transforma, tudo muda
Basta deseja-lo, basta querer-lo
Não somos a derrota nem derrotados
Somos a força da vitória
Os gritos de esperança
A natureza da glória
Guerreiros do presente
Deuses do passado
Somos apenas o que somos
Temos para tanto para dar
E nada damos, porque a vida é madrasta
A vida é madrasta! Digo aos sete ventos
Tão errado estou, sou eu a verdadeira madrasta da vida
Sou eu que faço o que a minha vida seja
E a vida não tem culpa
A vida é quatro letras apenas
Quatro letras que muito me diz
Quatro letras com milhões de frases e actos
Vida vida vida vida quatro palavras de quatro letras
Diz-me tanto tanto que me dá ganas e forças para VIVER
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Armelindo um homem feliz
Armelindo é um homem feliz, com o seu imponente bigode arruçado
casaco violeta, lencinho amarelo chapéu branco e um enorme cordão doirado.
Veste uma camiseta de grandes colarinhos e calça verde de bainha arregaçada,
calça sapatinhos de verniz meiazinha branca nas pontas dobrada .
A vida de Armelindo era realmente per-fei-ta. De expediente intenso
Armelindo sentia-se dono do mundo! Tinha tudo o que queria.
No seu potente Ford Capri Azul Bebé, interior de pele aromatizado com incenso
Pavoneava-se pelas ruas da sua cidade todo o santo dia!
Armelindo o rei da cidade! Cabelo de brilhantina, e raibantes comprados na feira.
Estilo modernamente ultrapassado dos anos setenta!
Calcinha justinha, todo bem posto, lá ia ele ao seu lugar previligiado, à tasquinha.
-Sai uma jeropiga e um pastel de vacalhau para o Armelindo o rei da cantadeira!
O rei da cantadeira... Armelindo Rei! Soa bem ao ouvido.... O rei da cantadeira!
Depois de um pequeno almoço pleno de calorias armelindo punha-se a caminho.
Começava o seu dia de azafama, cheio de vigor e estilo!
Entrava no seu carrinho, dava a chave, liga a sua alta fidelidade para se ouvir na rua inteira.
La ia ele, de vidros abertos cabeça meia fora meia dentro.
Aquilo é que era estilo grande som e cabelos ao vento!
Braço esquerdo de fora o direito no topo do volante, bem recostado mostrando seu semblante
- ARMELINDO O GRANDE! gritava bem alto.
- ARMELINDO O CAMPEÃO!
Com metro e meio parecia ter dois, com as suas sapatos de verniz e alto tacão.
Parava a sua maquina, saía e acariciava-o.
- Que bela máquina de azul celestial! - Que satisfação.
Havia pago duzentos e cinquenta contos pela sua maquina infernal!
Armelindo transbordava de orgulho! Erguia para fora o seu peito, caminhava
à febre de sábado à noite, direito ao numero trinta e três.
Punha a chave a porta, com uma postura carregada de respeito.
Subia até ao seu palácio de águas furtadas, entrava e punha a nu os seus pés.
Que felicidade mais um dia passado em grande! Já com as suas chaves penduradas,
Armelindo encaminha-se ao frigorífico que estava ali logo à sua direita e tira uma mini geladinha.
Liga a televisão, senta-se no sofá escarlate, estende as pernas bem abertas e relaxadas, cantarola de felicidade.
casaco violeta, lencinho amarelo chapéu branco e um enorme cordão doirado.
Veste uma camiseta de grandes colarinhos e calça verde de bainha arregaçada,
calça sapatinhos de verniz meiazinha branca nas pontas dobrada .
A vida de Armelindo era realmente per-fei-ta. De expediente intenso
Armelindo sentia-se dono do mundo! Tinha tudo o que queria.
No seu potente Ford Capri Azul Bebé, interior de pele aromatizado com incenso
Pavoneava-se pelas ruas da sua cidade todo o santo dia!
Armelindo o rei da cidade! Cabelo de brilhantina, e raibantes comprados na feira.
Estilo modernamente ultrapassado dos anos setenta!
Calcinha justinha, todo bem posto, lá ia ele ao seu lugar previligiado, à tasquinha.
-Sai uma jeropiga e um pastel de vacalhau para o Armelindo o rei da cantadeira!
O rei da cantadeira... Armelindo Rei! Soa bem ao ouvido.... O rei da cantadeira!
Depois de um pequeno almoço pleno de calorias armelindo punha-se a caminho.
Começava o seu dia de azafama, cheio de vigor e estilo!
Entrava no seu carrinho, dava a chave, liga a sua alta fidelidade para se ouvir na rua inteira.
La ia ele, de vidros abertos cabeça meia fora meia dentro.
Aquilo é que era estilo grande som e cabelos ao vento!
Braço esquerdo de fora o direito no topo do volante, bem recostado mostrando seu semblante
- ARMELINDO O GRANDE! gritava bem alto.
- ARMELINDO O CAMPEÃO!
Com metro e meio parecia ter dois, com as suas sapatos de verniz e alto tacão.
Parava a sua maquina, saía e acariciava-o.
- Que bela máquina de azul celestial! - Que satisfação.
Havia pago duzentos e cinquenta contos pela sua maquina infernal!
Armelindo transbordava de orgulho! Erguia para fora o seu peito, caminhava
à febre de sábado à noite, direito ao numero trinta e três.
Punha a chave a porta, com uma postura carregada de respeito.
Subia até ao seu palácio de águas furtadas, entrava e punha a nu os seus pés.
Que felicidade mais um dia passado em grande! Já com as suas chaves penduradas,
Armelindo encaminha-se ao frigorífico que estava ali logo à sua direita e tira uma mini geladinha.
Liga a televisão, senta-se no sofá escarlate, estende as pernas bem abertas e relaxadas, cantarola de felicidade.
- Mas que maravilha, que loucura esta minha vidinha... - e termina a sua cervejinha.
Levanta-se e olha em redor o seu palácio de águas furtadas.
A cama a uns bons três quatro metros da porta encostada à parede!
O sofá e a TV bem no centro, ao lado um fogãozinho encostado a uma clarabóia forrada com rede, um frigorífico com vinte anos ferrugento onde ele guardava as suas cervejinhas geladas, um guarda fatos espelhado castanho escuro com três portas à beira da cama, um pequeno móvel estante com fotos de família emolduradas e uma imagem de uma santa, mas estava lá uma vazia, falta uma foto, uma foto da mulher que ele ama, um jarrito com três tulipas, ao lado uma mesinha e uma cadeira para a comer a sua janta.
Não precisava de mais, Armelindo o homem do expediente
Sempre só no seu canto, mas sempre feliz e contente
Deita-se no seu leito com uma colcha de renda e cetim
Fecha os seu olhos, sonha numa grande viagem sem fim
Lá estava ele Armelindo um homem só, um homem sorridente
Não se sentia mal com os destino que lhe fora reservado
Um homem que era muito feliz bem à sua maneira, sempre contente...
Levanta-se e olha em redor o seu palácio de águas furtadas.
A cama a uns bons três quatro metros da porta encostada à parede!
O sofá e a TV bem no centro, ao lado um fogãozinho encostado a uma clarabóia forrada com rede, um frigorífico com vinte anos ferrugento onde ele guardava as suas cervejinhas geladas, um guarda fatos espelhado castanho escuro com três portas à beira da cama, um pequeno móvel estante com fotos de família emolduradas e uma imagem de uma santa, mas estava lá uma vazia, falta uma foto, uma foto da mulher que ele ama, um jarrito com três tulipas, ao lado uma mesinha e uma cadeira para a comer a sua janta.
Não precisava de mais, Armelindo o homem do expediente
Sempre só no seu canto, mas sempre feliz e contente
Deita-se no seu leito com uma colcha de renda e cetim
Fecha os seu olhos, sonha numa grande viagem sem fim
Lá estava ele Armelindo um homem só, um homem sorridente
Não se sentia mal com os destino que lhe fora reservado
Um homem que era muito feliz bem à sua maneira, sempre contente...
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